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| The Next Women busca empreendedoras da web brasileira |
| Notícias - Notícias 2010 | |||
| Ter, 09 de Março de 2010 02:34 | |||
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A revista digital e fórum The Next Women está de olho nas empreendedoras da internet brasileira. A publicação iniciou um movimento local há cerca de um mês para destacar mulheres à frente de operações online no país, informa a empresária brasileira Joana Picq, que atua como Chief Operation Office (COO) da iniciativa.“O projeto teve início em 2008, na Inglaterra, como uma revista digital de negócios para as ‘heroínas da internet’ e acabou virando uma comunidade” conta Joana, que integrou o grupo quando atuava como empreendedora em Londres. A revista já publicou cerca de 100 perfis com empresárias da internet e conta com 10 mil cadastradas em países como Estados Unidos, França, Holanda e Reino Unido. “Já identificamos 20 mulheres empreendedoras no Brasil, estamos trabalhando alguns perfis e uma versão do site em português”, informa a COO. Além de destacar personagens, o site The Next Women promove eventos periódicos para orientar as mulheres sobre investimentos na internet. O Kitchen Dinner, realizado em Londres, por exemplo, reúne um pequeno grupo de 20 pessoas, a cada seis semanas, para um jantar e um bate-papo com um convidado que dá dicas de empreendedorismo online. “O evento não é restrito ao público feminino e tem atraído diversos investidores homens”, observa Joana. O lançamento de um livro com recomendações para empreendedores de internet, como base em todo o conteúdo reunido pelo movimento, também está nos planos do site para o fim deste ano. “Queremos destacar pontos interessantes dos perfis que fizemos e responder a questões como a escolha de um bom parceiro de negócios ou como definir a participação de seu sócio no empreendimento”, exemplifica Joana. Mulheres cautelosas Uma das primeiras lições para mulheres que desejam entrar na rede é ter um sócio ou co-fundador do sexo masculino. “O tempo de empreendimento da mulher é diferente”, explica Joana. “A tendência da mulher é não procurar um investidor até que seja extremamente necessário, enquanto o homem já vai buscar fundos mesmo antes de ter um plano de negócios”, afirma. O Next Women também está colocando em prática suas lições. Em dezembro de 2009, o grupo criou um fundo com 100 mulheres. “A idéia é que cada uma invista 20 mil dólares para levantarmos 2 milhões de dólares com o objetivo de financiar novos projetos de internet”, informa Joana. Na tentativa de ser ‘auto-suficiente’ ao máximo, a empreendedora pode prejudicar a negociação com um fundo de investimentos por ter um tempo mais curto de negociação. “Se ela deixa a busca pelo investidor para a última hora, pode acabar dando muito ‘equity’ ao investidor. E deixar 50% para um VC (venture capital) pode não ser um bom negócio”, explica Joana. O cuidado com a audiência, por outro lado, é um ponto forte dos projetos de internet liderados por mulheres. “O que admiro muito nas mulheres trabalhando é que elas se preocupam com a qualidade do conteúdo, a facilidade de navegação e querem entregar o máximo valor para a audiência”, destaca Joana. “É um perfil bem diferente em relação aos homens, que já são fera em buscar investimentos”, conclui. Publicado por Daniela Braun, às 12h16Por IDG Now Notícias Link Original AQUI
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